REFORMAS E CONSTRUÇÕES

1 - Aprenda a calcular o material para a sua obra
2 - Telhas de barro
3 - Azulejos
4 - Pisos
5 - Tijolo baiano ou barro maciço
6 - Bloco de concreto
7 - Cimento
8 - Argamassa
9 - Tintas
10 - O que fazer com as sobras
11 - Saiba como contratar um arquiteto
12 - Porque contratar um profissional
13 - Faça a escolha certa!
14 - Enumero seus desejos
15 - Quanto isso vai custar?
16 - Atenção no contrato
17 - Etapas do projeto

1 - Aprenda a calcular o material para a sua obra
Na hora de calcular a quantidade de material a ser utilizada na obra, seja construção ou reforma, arquitetos, engenheiros e técnicos são unânimes: é preciso prever bem as perdas- que ocorrem do transporte ao manuseio. O cálculo evita desperdício e a dor de cabeça de Ter de voltar à loja para comprar mais e correr o risco de não encontrar o produto, em falta ou já fora de linha.
A maioria dos especialistas aponta uma margem de segurança de 10%, mas nem todos os materiais aceitam esse índice. ‘’É uma boa para tijolos, telhas e blocos de concreto” , afirma o arquiteto Carlos Augusto Faggin, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da Universidade de São Paulo (USP).

Mesmo para aqueles materiais em que a margem é aplicável, existem muitas situações que pode aumentar ou diminuir a quantidade necessária. Áreas com pisos e azulejos estampados, por exemplo, consomem mais peças, pois pedem mais recortes para compor os desenhos. Já as áreas de grande dimensão terão perda menor, pois haverá menos recortes.

São detalhes que podem complicar a obra. Por isso, é bom consultar um arquiteto ou um engenheiro. “É preciso fazer um projeto e discuti-lo bem antes de fazer as compras”, diz o engenheiro Nelson Ferraz, coordenador da Divisão Técnica de Gerenciamento de Empreendimentos do Instituto de Engenharia. Confira:



2 - Telhas de barro
Como têm grande variação de tamanho, até de um região outra, o cálculo fica mais difícil. O professor Carlos Augusto Faggin, da FAU-USP, dá uma dica bastante prática: monte no chão 1m2 com as telhas e veja quanta foram necessárias. Aplique a ‘’folga’’ de 10% a mais, depois de calcular o total necessário para a área do telhado. Mas é preciso não se esquecer da inclinação do telhado: quanto maior a inclinação, maior será o número de telhas gastas.
O engenheiro Jorge Saback Filho, gerente de obras de residência da archiplanta, faz um alerta: o grande problema das telhas de barro é a sua qualidade. Peças ruins terão perda maior e a margem de 10% pode não ser suficiente.


3 - Azulejos
Calcule a área real, isto é, desconte portas e janelas. A associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica (Anfacer) recomenda uma margem de 10% a mais no cálculo. Mas lembre-se de levar em consideração se as peças são lisas ou estampadas- estas tem perda maior, pois será preciso encaixar os desenhos.
Os azulejos são usados em áreas que geralmente requerem manutenção, principalmente por causa das instalações hidráulicas. É bom já calcular uma pequena sobra para estoque de pelo menos uma caixa, para reparos futuros, pois encontrar a mesma tonalidade de cores é quase impossível, mesmo para as peças mais simples, e as cerâmica saem facilmente de linha.


4 - Pisos
Deve-se levar em conta o tamanho das placas e das placas área.”Quanto maior a dimensão da placa, maior é a perda”, explica o professor Faggin, da FAU. Para peças de até 15 cm, ele recomenda uma margem de segurança de 5%; e para de 30cm ou mais, de 10%. Em contrapartida, áreas maiores terão perda menor, pois haverá menos recortes. Como no caso dos azulejos, é melhor ampliar a margem de folga se as peças forem estampadas.

Pisos postos em diagonal também têm mais recortes e, portanto, maior consumo, lembra Saback Filho, da Archiplanta. Para áreas com até 10m2, o engenheiro aconselha 20% a mais para colocação reta e 35% para em diagonal. Áreas superiores devem ter margem de 10% e 20%, respectivamente. É aconselhável ter um estoque, para a manutenção futura, de pelo menos uma caixa. O rodapé, se feito do corte do piso, deve ser calculado separadamente. Saiba que uma placa fará duas unidades de rodapé, pois o ‘’miolo’’ vai apresentar ‘’rebarbas’’ indesejáveis.



5 - Tijolo baiano ou barro maciço
O cálculo depende do tamanho do tijolo e da largura da parede. O melhor é seguir a instrução do fabricante ou fornecedor e aplicá-la sobre a área, lebrando-se do índice de 10% a mais como prevenção. Saback Filho, da Archiplanta, dá uma dica: “Devemos levar em conta toda a área da parede, ou seja, não dar desconto em portas, janelas e outros vãos.’’
No caso de uma parede de tijolos maciços que ficam à vista, um ponto importante são os cantos externos. ‘’Alguns fabricantes já fornecem os tijolos cortados para serem colocados nesses cantos, diminuindo assim as perdas”, explica o engenheiro.


6 - Bloco de concreto
Tem tamanho variado, portanto, melhor seguir a indicação do fabricante ou do fornecedor. O arquiteto Faggin, professor da USP, aconselha aplicar a margem de 10% de sobra.

7 - Cimento
Como tem ‘’vida-curta’’- começa logo a empedrar -, o principal fator a ser considerado no calculo da quantidade é o tempo. ‘’Não se deve comprar cimento para muitos dias’’, explica Nelson Ferraz, coordenador da Divisão Técnica de Gerenciamento de Empreendimentos do Instituto de Engenharia. Segundo ele, é melhor comprar suficiente para usar em 15 dias, já que nem sempre as condições de armazenamento na obra são as ideais.

8 - Argamassa
Para assentamento de tijolos, a média é de 10 a 14 quilos por metro quadrado e depende do tipo de tijolo. Para uso em revestimento (que tem um tipo específico: o cimento e cola), é de 5 quilos por metro quadrado.

9 - Tintas
O rendimento varia de marca para marca, do tipo utilizado (PVA, acrílica, elástica, etc...) e da quantidade de demãos que serão necessárias para a cobertura perfeita da superfície. O melhor a fazer é consultar as instruções do fabricante contidas no produto e calcular a área a fabricante informam uma fórmula básica para descobrir quantos galões de tinta serão necessários. Adote a equação abaixo para tintas, fundos e massas, sem esquecer que o consumo por metro quadrado pode variar em função da porosidade da superfície e da técnica a ser empregada.
O professor Faggin tem uma dica para quem for usar cores preparadas em misturadores: é preciso aplicar no cálculo a margem de 10% a mais para não correr o risco de o produto acabar antes do fim da pintura, pois será difícil obter novamente a mesma tonalidade. Esse problema não ocorre com as cores prontas.


10 - O que fazer com as sobras
O material aproveitável pode ser dado a amigos, doado a instituições de caridade ou mesmo vendido a museus e cemitérios de peças. Para livrar-se do entulho, contate empresas removedoras. O Departamento de Limpeza Urbana da Prefeitura de São Paulo, por exemplo, tem cadastro de firmas. É possível saber se uma determinada empresa está cadastrada pelo telefone (11) 3311-6411. Em outras cidades, procure informações na prefeitura local. No caso das tintas, se preferir guardá-las, faça-o em lugar coberto, seco e ventilado. Mantenha as latas bem fechadas, voltadas para cima e imobilizadas.

11 - Saiba como contratar um arquiteto
Na hora de reformar, construir ou decorar, pintam sempre algumas dúvidas. Será que vale a pena contratar um arquiteto ou eu mesmo posso planejar minha obra? Será que esse gasto é supérfluo? O que esse profissional pode realmente fazer para me ajudar?
Segundo o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Gilberto Belleza, as pessoas só se dão conta de como é importante Ter a orientação de um profissional especializado quando já estão executando a obra. “Contratando um arquiteto não se corre risco de bater a cabeça nos degraus de escada, ou Ter um interruptor atrás da porta, ou ainda uma caixa d’`agua sem pressão”, exemplifíca . Para Belleza, a reforma pode até seguir sem orientação especializada, mas, com certeza, não terá as melhores soluções, o que vai influenciar, e muito, no resultado final.
Definir o projeto, distribuir corretamente os espaços, planejar a obra, a ventilação os materiais adequados, resolver questões hidráulica, elétricas e estruturais são algumas das funções do arquiteto, que pode também atuar em arquitetura de interiores.


12 - Porque contratar um profissional
Você pode contratar os serviços de um arquiteto ou de um escritório de arquitetura por vários motivos. Uma das razões pode ser apenas uma consultoria: identificar qual a melhor opção de compra de um terreno ou de um imóvel numa determinada região; Outro motivo, bastante comum,é contratá-lo para desenvolver o projeto da casa onde você pretende morar. Existem profissionais, no entanto, que dão suporte do início ao fim da construção. Além de fazer o projeto, administram a obra, contratam operários, compram materiais. Há escritórios, porém, especializados apenas em planejar a decoração e o mobiliário da casa. Por isso, tenha bem claro qual profissional se encaixa melhor no seu caso

13 - Faça a escolha certa!
Não tome decisões apenas baseado em indicações de amigos. Antes de fechar qualquer negócio, conheça de perto o trabalho do arquiteto. Cheque seu currículo, seu portfólio, verifique seus principais projetos, visite as obras que ele está administrando, converse com outros clientes. Essas precauções ajudam a evitar aborrecimentos futuros.

14 - Enumero seus desejos
Profissional e clientes devem manter sempre um ótimo diálogo. Se você realmente quer morar numa casa que atende às suas necessidades, então, não tenha receio de expor seus desejos e hábitos. Tente encontrar exemplos do que você quer em revistas de arquitetura ou de decoração. Essas informações vão ajudar o arquiteto a planejar a casa de seus sonhos. É bom lembrar, porém, que uma casa não pode ser uma colagem de vários ambientes vistos numa revistas nem a composição de várias fachadas.

15 - Quanto isso vai custar?
O IAB tem uma tabela de referência de honorários que sugere que o profissional cobre, pelo projeto, de 3% (em grandes construções, como hospitais e edifícios) a 10% do valor total da obra. Alguns arquitetos, porém, costumam calcular o preço de seus projetos por metro quadrados. Quando o profissional também administra a obra, ele pode exigir uma porcentagem sobre os gastos referentes ao material de construção ou, então, combinar um preço fechado, que é calculado depois de se fazer uma estimativa de todo os gastos. Há ainda uma terceira alternativa: pagar apenas as horas técnicas do profissional ( que podem variar de acordo com a experiência do arquiteto). Nesse caso, o cliente fica responsável pela compra do material de construção e pela contratação de mão-de-obra.

16 - Atenção no contrato
É importante discriminar todos os serviços que serão prestados pelo profissional. Em geral, devem constar no contrato informações sobre o projeto, do que ele trata, suas etapas, os valores a serem cobrados pelos serviços, a forma de pagamentos e os prazos de entrega. Não deixe também de acertar os detalhes quanto ã aprovação do projeto na prefeitura local. É o arquiteto quem dá entrada nessa documentação junto aos órgãos competentes, embora, na maioria das vezes, seja o cliente que assuma essas despesas. Pequenas reformas que não ocasionam aumento de área, como troca de revestimentos ou encanamento, não exigem aprovação da prefeitura.

17 - Etapas do projeto
Depois de conversar bastante com o cliente, o arquiteto começa a desenvolver seus estudos. Numa primeira fase, apresenta um esboço geral, no qual constam apenas as informações básicas. Em seguida, prepara-se o anteprojeto, que é um pouco mais detalhado e contem o conceito estrutural. A partir daí, providencia-se o projeto legal, para aprovação nos órgãos públicos, e o pré-executivo, que já inclui todos os materiais de acabamento. Numa etapa final, o cliente recebe o projeto executivo, que chegará na obra em cópias heliográficas (pretas e azuis) ou plotagens de computador para orientar a construção. É muito importante manter as cópias desses desenhos, incluindo os projetos hidráulico e elétrico, pois você poderá precisar deles em futuras reformas ou possíveis reparos.